Se algum dia, você, corretor, ouviu alguém falar sobre inteligência emocional e deu de ombros: “ah isso não é para mim”. Saiba que isso não é papo de guru e é muito mais necessário do que você imagina.
Ora, mas por quê?
Porque a sua rotina, por vezes, pode ser bem complicada. Em um único dia, você pode comemorar o fechamento de uma apólice importante e, horas depois, precisar gerenciar o estresse de um sinistro complicado ou lidar com a frustração de uma negativa.
O mercado de seguros exige técnica, claro, mas exige, acima de tudo, resiliência.
Portanto, caro corretor, trabalhar a sua inteligência emocional é que te ajuda a ouvir um não sem desanimar, gerenciar a pressão por metas sem adoecer e, não menos importante, transmitir a segurança necessária que seu cliente precisa nos momentos mais difíceis.
Mas a inteligência emocional vai muito além de pensar positivo. É ter estrutura interna para lidar com os altos e baixos da profissão, não desanimar com os nãos e seguir focado em crescer.
Basicamente: mente sã, corretor forte. Essa é a equação para a longevidade na profissão.
Os desafios emocionais da sua rotina
Muitas vezes, o corretor pode dar tanta ênfase à técnica, do tipo “qual a melhor cobertura, qual a seguradora com melhor custo-benefício”, que esquece que quem opera tudo isso é um ser humano.
E a verdade é que a rotina do corretor de seguros tem desafios invisíveis que, se não forem bem gerenciados, drenam toda a energia. E é aqui onde o bicho pega, corretor!
Contudo, ter inteligência emocional começa por reconhecer onde estão esses ralos de energia no seu dia a dia. Para ilustrar melhor, veja alguns pontos mais comuns:
- Em vendas, o não é estatisticamente mais frequente do que o sim. Sem o preparo mental, cada negativa pode ser sentida como um fracasso pessoal, minando sua autoconfiança para a próxima interação.
- Diferente de um emprego com salário fixo garantido, a renda do corretor de seguros depende da sua performance. Essa incerteza gera uma pressão de fundo constante, aquele pensamento de “preciso fechar essa proposta de qualquer jeito”.
- Além disso, se o telefone toca fora de hora ou num domingo, geralmente não é para dar bom dia, é um sinistro. Você absorve a tensão e o nervosismo do cliente para poder acalmá-lo. E acredite: isso tem um custo emocional.
Se identificou com algum? Quem nunca, não é mesmo?…
O fato é que, se você não tiver clareza de que isso faz parte do jogo e não da sua identidade, você acaba levando os problemas do trabalho para o travesseiro. E é aí que a saúde mental cobra o preço.
Como aplicar a inteligência emocional na prática
Entendido o cenário, como a gente vira a chave? Antes de mais nada, tenha em mente que inteligência emocional para corretores de seguros não é virar um robô sem sentimentos, mas, sim, aprender a lidar com as dificuldades envolvidas sem tanto desgaste.
Como fazer isso? Temos três conselhos de amigo para você:
- Primeiramente, separe o CPF do CNPJ. Ou seja, quando um cliente diz não para uma proposta, ele está rejeitando o preço, o momento ou o produto, não você. Então, não leve para o lado pessoal. Entender isso tira um peso enorme das costas e te deixa pronto para o próximo contato.
- Uma outra regrinha básica é que você não tem controle sobre tudo, e tudo bem! Você controla a qualidade do seu atendimento, a quantidade de prospecções e o seu conhecimento técnico. Mas você não controla a decisão final do cliente ou a análise da seguradora. Portanto, gaste sua energia no seu esforço, não no resultado que não depende só de você.
- Além disso, é importante ter uma válvula de escape. Afinal, ninguém é “corretor de seguros 24 horas” sem pifar uma hora ou outra. Para ter a mente sã, você precisa de momentos em que o celular fica de lado e você é apenas o pai, a mãe, o amigo ou o atleta de fim de semana. O descanso também é parte da sua estratégia de vendas.
Em poucas palavras, é olhar o copo meio cheio. Afinal, o dia ruim acontece, o cliente difícil aparece, mas você permanece firme. Isso é ser um corretor forte.
Mente sã, corretor forte: leve esse lema com você

Agora, ficou mais claro, né? Que a inteligência emocional também é para corretores de seguros e não é luxo, é estratégia de sobrevivência. É o que vai te diferenciar no mercado e garantir que você tenha longevidade nessa profissão tão desafiadora.
Portanto, cuide da sua mente com o mesmo zelo que você cuida da sua carteira de clientes. As ferramentas mudam, os produtos se renovam, mas a necessidade de um consultor equilibrado e humano permanece. Lembre-se da equação: mente sã, corretor forte.



